Governo minimiza apagão, ataca venda da Eletrobras e oposição surfa no problema

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Governo minimiza apagão, ataca venda da Eletrobras e oposição surfa no problema

Cerca de 29 milhões de pessoas foram afetadas

Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Do lado do governo Lula, a gestão tenta atribuir a culpa do apagão que afetou cerca de 29 milhões pela falta de energia elétrica de pessoas em todos os estados ligados ao Sistema Interligado Nacional a venda da Eletrobras e sem risco à segurança energética do país, enquanto a oposição aproveita para surfar no momento negativo do Planalto. As declarações de Lula contra a privatização da Eletrobras têm sido um mantra do petista, aliás, desde a campanha eleitoral de 2022. As informações são do Metrópoles.

O acontecimento, porém, fez o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD-MG), voltar às pressas do Paraguai e sair em defesa do sistema elétrico nacional.

Afinal, nenhum governo poderia ignorar que houve uma manhã caótica, praticamente em todo país, por conta de dois episódios seguidos (um em uma linha de trasmissão no Ceará e outro em local ainda a ser identificado), conforme o próprio ministro explicou.

Tratou-se de um apagão atingiu 26 das 27 unidades da federação (só Roraima ficou fora por não estar integrada ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Em alguns pontos, a falta de energia chegou a durar 6 horas.

Os primeiros problemas começaram a ser relatados às 8h30. Brasil afora, foram registrados problemas como metrôs inoperantes, semáforos apagados, pessoas presas em elevadores, estabelecimentos comerciais funcionando à luz de velas e outros.

Enquanto a situação foi normalizada até 9h30 nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, o fornecimento só foi retomado no Norte e Nordeste às 14h49.

Apesar da abrangência do problema, especialistas concordam que o episódio pode ter sido, de fato, um problema isolado, conforme atesta Alexandre Silveira, mas que requer atenção das autoridades.

"A atual ocorrência não tem absolutamente nada a ver com o suprimento energético e a segurança energética do Brasil. Nós vivemos um momento de abundância dos nossos reservatórios", frisou o ministro.

Apesar disso, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) ainda não entregou o relatório final sobre as causas do incidente. O ONS tem até 48 horas para apresentar o documento. Até o momento, as autoridades identificaram apenas um incidente em uma linha de transmissão no Ceará, que não foi detalhado. Outros problemas concomitantes não foram descartados.

Críticas à privatização

Contudo, diante de todos esse caos, do lado dos petistas, não faltou lembranças à privatização da Eletrobras. A primeira-dama Rosângela da Silva, por exemplo, postou um comentário seco na rede X, antigo Twitter: "A Eletrobras foi privatizada em 2022. Era só este o tuíte".

Mais tarde, também já de volta ao solo nacional após ida ao Paraguai acompanhando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro Silveira também lembrou da privatização ao dar explicações à imprensa sobre o apagão. Segundo ele, a venda "fez mal ao sistema".

Já no fim do dia, a equipe de Lula usou um grupo de WhatsApp para tratar do mesmo tema.

"Bolsonaro privatizou a Eletrobrás em 2022. Isso aconteceu da pior forma possível. TCU apontou um prejuízo de R$ 67 MILHÕES. Menos de 1 ano depois temos um apagão em 25 estados e no DF. Acho que tá nítido de quem é a culpa, né?. Apesar disso, governo Lula está colocando todos os seus esforços para que essa questão seja resolvida o mais rapidamente possível, causando o mínimo possível de transtornos aos brasileiros", escreveu a equipe do petista.

A oposição

Já os bolsonaristas foram às redes desde o início da manhã para criticar o atual momento, fazendo piada com a situação. "Apagão, mas com amor", alfinetou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

Por seu lado, os bolsonaristas aproveitaram para alfinetar o governo nas redes sociais, aproveitando-se, ainda, do aumento anunciado nos preços dos combustíveis.

"Apagão no Brasil! Aconteceu hoje, mas começar, começou em 01 de janeiro. O Brasil voltou! Voltou ao Apagão! A gasolina, lembra? Subiu hoje 0,41 para as distribuidoras. O apagão da BR! Governo do Apagão!", postou o senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro de Jair Bolsonaro.

O também deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) foi na mesma linha de Nogueira: "O Brasil está em apagão desde 1° de janeiro deste ano".

"Mais um 'apagão' pra conta do PT!", postou o também senador Jorge Seif (PL-SC). Ele também citou o aumento no preço dos combustíveis. "Esse é o 'amor' vencendo?". Em seguida, postou imagens falando de apagões em governos anteriores do PT.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também postou falando do apagão elétrico e do aumento nos combustíveis.

Já o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) retuitou um post de Pablo Spyer, que cita que, na manhã seguinte à renúncia do CEO da Eletrobras, o país enfrentou apagão em vários estados. 

 

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