PSOL ainda não definiu se vai lançar candidatura a prefeitura de Feira de Santana

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PSOL ainda não definiu se vai lançar candidatura a prefeitura de Feira de Santana

O PSOL realizará tratativas com forças de oposição ao longo do mês de março

Crédito: Divulgação

O PSOL, pensando nas eleições municipais deste ano, realizou uma reunião de articulação, no último sábado (12). O partido, de acordo com o vereador Jhonatas Monteiro, ainda não se definiu sobre a candidatura à prefeito e composição dos possíveis candidatos à vaga no Legislativo.

"O diretório municipal do PSOL se reuniu no último sábado, já havia feito uma reunião também durante a semana, tem acelerado o passo em relação à questão eleitoral porque, ao longo do ano de 2023, até porque boa parte do tempo partidário foi consumido com a questão de congresso, renovação de direção na prática, pouco se discutiu sobre eleições, o meu caso, em particular, também foi pouco tratado porque dei prioridade ao funcionamento do mandato, as demandas trazidas pelo povo, então a questão das eleições ficou em segundo plano realmente, mas agora nós precisamos acelerar em algumas definições e a expectativa é que isso aconteça agora neste mês de março, por isso a reunião do último sábado", diz o vereador.

De acordo com Monteiro, a reunião tratou de dois temas principais, entre eles a discussão sobre a eleição majoritária, com a sigla apoiando a mudança atual da gestão municipal. "O PSOL, desde 2012, sempre tem apresentado candidatura própria, foi o caso do meu nome e também o caso da companheira Marcela Prest, nós continuamos avaliando que existe uma necessidade de uma renovação efetiva da política, em Feira de Santana, que passa não apenas para o rosto diferente mas principalmente por uma forma de fazer política que se diferencie e e é isso que o PSOL tem tentado oferecer ao longo dos anos. Nós continuamos avaliando essa necessidade, mas ao mesmo tempo entendemos também que nós temos um cenário complexo aqui no município de Feira de Santana. Esse cenário diz respeito ao fato de mais de 20 anos de controle do mesmo grupo político na prefeitura. Na verdade, agora nós estamos completando 24 anos nesse grupo que é encabeçado pelo ex-prefeito José Ronaldo e que o atual prefeito Colbert Martins é uma mera continuidade sem qualquer tipo de novidade. Então, de alguma forma, interromper esse ciclo também é uma prioridade do PSOL. Logo, a discussão em torno da candidatura própria está ligada também ao que nós podemos fazer para contribuir para interromper esse ciclo de mais de 20 anos, que aliás, não é apenas um cansaço nosso, já que um bom pedaço da população feirense hoje consegue entender que paga um preço muito alto por essa forma de gestão que está aí, deixando Feira entregue, como se costuma dizer", afirma.

Ainda sem nada definido, o PSOL realizará tratativas com forças de oposição ao longo do mês de março, discutindo também sobre a disputa da chapa proporcional. "Tem uma questão delicada aí, que é um consenso no partido sobre a necessidade da continuidade na Câmara Municipal. Mas, se eu não estiver na chapa, isso tem toda uma dificuldade, porque nós precisamos de um contingente de votos alto para fazer uma cadeira na Câmara Municipal. E nesse sentido, o que o partido indicou é acelerar as conversações para compor e apresentar uma chapa completa, ou seja, dos 22 nomes. Isso passa também por um diálogo com a Rede Sustentabilidade, já que o pessoal está em federação com esse partido do ponto de vista nacional. Nós tivemos uma conversa preliminar um pouco antes do carnaval e temos outra sinalizada para ainda esta semana com a Rede, justamente para saber qual a quantidade de nomes nós apresentaremos e qual a quantidade de nomes a Rede também vai apresentar, mas continuamos avaliando que tem um papel fundamental manter a presença do pessoal no espaço do Poder Legislativo, porque é o principal poder fiscalizador, na verdade, quem tem o poder de apontar o que a prefeitura está fazendo e principalmente que ela deixa de fazer em benefício da população", destaca o vereador.

Jhonatas aponta que as duas discussões ainda não estão fechadas, mas ambas se relacionam com o seu nome. Já sobre uma possível aliança com o PT, em busca da quebra de continuidade do atual grupo político no executivo municipal, o edil diz que articulações ainda serão efetivadas. "O PSOL não tem uma posição contrária em absoluto a alianças. O que nós temos é uma preocupação com os critérios da aliança, porque a aliança político-partidária não pode ser feita para benefício próprio ou em torno de interesses que não sejam aqueles de transformação, pelo menos é a nossa visão. Tanto é que ao longo dos anos, as pessoas sempre perguntavam isso aqui em Feira, nós nunca fizemos aliança com outras forças políticas, justamente porque sempre consideramos o cenário aqui, muito difícil nesse sentido", explica. 

 

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Domingo, 14 Julho 2024

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