Comunidade preocupada com escalada de violência no Jardim Cruzeiro

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Comunidade preocupada com escalada de violência no Jardim Cruzeiro

O Jardim Cruzeiro foi o bairro mais violento no mês de setembro 

Crédito: Gleidson Santos/FE

Os moradores e comerciantes do bairro Jardim Cruzeiro, em Feira de Santana, estão muitos preocupados com a escalada de violência que acontece no bairro, após ondas de assaltos e até homicídios e latrocínio foram registrados nos últimos dias. O Jardim Cruzeiro foi o bairro mais violento no mês de setembro deste ano em Feira de Santana, com registro de três homicídios e um latrocínio.

O crime que vem acontecendo constantemente no bairro e em vários horários tem a mesma modalidade: criminosos montados em motocicletas e praticando assaltos seguido de arrastões. Um desses ataques ocorrido na noite do último dia 30 na Rua Barrolandia, acabou com uma fatalidade, onde José Antônio Santos Freitas, conhecido como Pipão, foi vítima de latrocínio. 

Os últimos arrastões praticados pelos criminosos aconteceram na tarde de segunda-feira (4), onde atacaram um bar localizado na Rua Miguel Calmon, roubaram quatro pessoas, depois seguiram até o posto de saúde, na mesma rua, fizeram mais três vítimas, continuaram até a rua Santa Cruz, nas proximidades do Observatório Antares e atacaram mais duas vítimas, uma pessoa que estava sentada na calçada e um vendedor de gás que passava pelo local.

Já na quarta-feira (6), suspeitos que estavam em uma motocicleta assaltaram um comerciante em frente ao estabelecimento comercial do mesmo, localizado na Rua Paulo Afonso, ao lado do Clube Recreativo AABB. No mesmo momento que assaltava o comerciante, uma pessoa transitava pela Paulo Afonso, com sua motocicleta Honda CRL de 300 cilindradas e tomaram a motocicleta também.

Um morador, que não quis ser identificado, contou para reportagem que os moradores estão com sensação de terror no bairro. "Estamos nos sentindo como a Polícia Militar estivesse em greve, pois, essa é a mesma sensação que estamos vivendo. Os criminosos estão praticando arrastões, esse último que aconteceu na Paulo Afonso, estava na varanda de casa e presenciei toda ação dos bandidos".

"O que está nos deixando mais preocupado é a falta de policiamento que o bairro está sofrendo. Esse último, todas as vítimas e ainda moradores acionaram o 190, várias vezes e nem uma viatura passou, mais ou menos uma hora depois, essa mesma dupla, na mesma motocicleta vermelha, retornou e assaltou mais pessoas na frente de uma escola particular próximo da Rua Caetité, seguiram pela Paulo Afonso outra vez e ao lado do Hospital da Mulher fizeram mais duas vítimas e a Polícia não apareceu", contou o morador.

O comerciante, José Antônio, afirmou que quase todas as pessoas que ultimamente estão chegando ao estabelecimento comercial, falam da violência que o bairro está sofrendo nesses últimos meses.

"Não sei o que está acontecendo com o policiamento aqui do bairro, uma coisa eu tenho certeza e vocês da reportagem podem saírem aí nas ruas procurando saber se viaturas estão passando aqui no bairro. Para não estar exagerando, meu comercio é aqui próximo do Hospital da Mulher e as viaturas que estão passando por aqui é da Polícia Civil, por que é caminho para o Complexo de Delegacias do Sobradinho, apenas por isso, mas a Polícia Militar não está fazendo o policiamento aqui no nosso bairro", disseo comerciante.

Associação de Moradores

O presidente da Associação Presidente Getúlio Vargas (Associação de Moradores do Bairro Jardim Cruzeiro), Demilson Brito, disse que nesses últimos dias moradores e comerciantes do Jardim Cruzeiro, estão procurando a associação e relatando da insegurança que está acontecendo no bairro.

"Nossa associação tem dois núcleos, aqui no Jardim Cruzeiro e na localidade do José Ronaldo no bairro George Américo. Costumo usar a mídia de Feira de Santana para divulgar os eventos sociais e quando imaginava estar cobrando sobre segurança pública já que um direito de ir e vim do cidadão".

"Acreditamos no trabalho da Polícia Militar, mas é necessário planejamento da companhia 66ª CIPM, é necessário um plano de ação, após as trocas das companhias só prejudicou a cidade, exemplo: temos saudades dos trabalhos quando era 65ª CIPM, o Major Amilton fazia um planejamento que atendesse toda sua área de policiamento", explica Brito.

Demilson continua: "sabemos das dificuldades, da falta de viaturas, das companhias sobrecarregadas de bairro, da questão do custo do combustível, mas é necessário o apoio do poder público. A comunidade junto ao poder público mais a Polícia Militar podem juntos mudar essa realidade. As pessoas também não podem esquecer que é o papel da família também de combater a violência, dentro de suas casas. Pedimos encarecidamente e humildemente o apoio do Major da 67", frisou o presidente da associação de moradores do Jardim Cruzeiro.

Reunião de Alerta

O professor de educação física da Associação de Moradores do Jardim Cruzeiro, Genival Couto informou que há uma evasão de participantes por conta da insegurança e do medo, sendo que muitos alunos já tiveram seus pertences levados.

"Nos, educadores da Associação, estamos orientando todas as pessoas que praticam cursos aqui ou até mesmo frequentadores da academia e de outros projetos, como o grupo das idosas, a não sair com objetos pessoais tipo: alianças, relógios, bolsas e nada que possam ocasionar o despertar de ações dos bandidos contras elas mesmas", finalizou o presidente Demilson.

Com informações do Polícia é Viola

 

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Domingo, 14 Julho 2024

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