Crise expõe fragilidades e coloca Baianão 2026 no centro de críticas

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Crise expõe fragilidades e coloca Baianão 2026 no centro de críticas

Clubes, técnicos e torcedores criticam falhas estruturais, arbitragem e premiação, apontando desgaste na credibilidade do estadual. 

Foto: Reprodução/Web

O Campeonato Baiano de 2026 tem sido marcado por críticas contundentes ao modelo de organização da competição. A Federação Baiana de Futebol (FBF) voltou ao centro de uma série de questionamentos envolvendo a qualidade dos gramados, o nível da arbitragem, a falta de planejamento e a estrutura oferecida aos clubes, reacendendo o debate sobre o futuro do estadual.

Entre as principais reclamações estão campos em condições consideradas inadequadas para o futebol profissional, arbitragem alvo constante de contestação e a utilização limitada do VAR, restrita a apenas alguns jogos. O cenário reforça uma insatisfação que não é recente. Em 2025, após um clássico Ba-Vi, o técnico Rogério Ceni já havia criticado publicamente as condições dos estádios e o padrão da arbitragem. Passado um ano, a percepção de parte dos envolvidos é de que pouca coisa mudou.

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Outro ponto sensível é a premiação. O valor destinado ao campeão é visto como irrisório por dirigentes, especialmente quando comparado a outros campeonatos estaduais do país que distribuem cifras milionárias. Para muitos clubes, a conta não fecha: os custos operacionais são altos, enquanto o retorno financeiro é considerado insuficiente.

A situação se agrava na Série B do Baianão. Houve registros de equipes que desistiram da competição, partidas com goleadas expressivas e relatos de estrutura mínima para a disputa. Dirigentes admitem que diversas agremiações entram no torneio já prevendo prejuízo financeiro, o que impacta diretamente na competitividade e na organização do campeonato.

Nem mesmo os maiores clubes escapam das dificuldades. Bahia e Vitória, que trabalham com orçamentos robustos, também enfrentam dificuldades para transformar a participação no estadual em resultado financeiro positivo. Para parte dos dirigentes, o Baianão tem se tornado mais um compromisso obrigatório do calendário do que uma competição sustentável.

O acúmulo de problemas alimenta a percepção de crise de credibilidade. Sem mudanças estruturais profundas, o Campeonato Baiano corre o risco de ampliar o desgaste junto a clubes, profissionais da imprensa e torcedores, que cobram da FBF um projeto capaz de valorizar o produto, fortalecer as equipes e recuperar a imagem do futebol estadual.

Por: JP Rendon (Bradoradio e Mosaico Esportivo) 

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Quarta, 11 Fevereiro 2026

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