São Paulo desiste de Marcos Leonardo após exigências irrealistas do Al Hilal
Tricolor não supera impasse financeiro e vê atacante frustrar sonho de retorno imediato
O São Paulo encerrou na noite desta terça-feira a novela que mobilizou dirigentes, torcedores e o próprio jogador: a tentativa de repatriar Marcos Leonardo. O centroavante de 22 anos, fora dos planos do Al Hilal para a Liga Saudita, havia manifestado desejo claro de vestir a camisa tricolor, mas a resistência dos árabes em liberar o atleta por condições aceitáveis tornou inviável a operação. A janela nacional de transferências se fechou sem o registro do reforço mais aguardado, num movimento que expôs os limites financeiros do clube paulista e a rigidez negocial dos sauditas.
Tecnicamente, tratava-se de uma oportunidade rara. Marcos Leonardo, formado no Santos e já experimentado na elite europeia com passagem pelo Benfica, poderia suprir de imediato a lacuna aberta pelas lesões de Calleri, Ryan Francisco e André Silva. Sua capacidade de finalização em espaço curto e a movimentação em diagonais largas encaixariam no modelo ofensivo de Luis Zubeldía, carente de referências no setor. A operação, no entanto, esbarrou na discrepância entre a disposição do atleta em reduzir salários e a exigência desproporcional do Al Hilal para liberar um empréstimo de curto prazo.
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As consequências são imediatas e pesadas. O São Paulo seguirá até o fim de 2025 sem centroavante de ofício, recorrendo a soluções improvisadas em um calendário que ainda reserva compromissos de Libertadores e Copa do Brasil. O episódio reforça a distância entre o mercado brasileiro e os clubes da Liga Saudita, que atuam sem pressa, sem necessidade de retorno financeiro rápido e com clara vantagem de negociação. Para Marcos Leonardo, a frustração pode atrasar seu objetivo de retomar protagonismo competitivo e se reaproximar do radar de Carlo Ancelotti na seleção.
É inevitável observar, com certo amargor, que o caso foi conduzido mais pela esperança do que pela razão. Ao insistir em uma negociação de contornos improváveis, o São Paulo investiu tempo e energia em um alvo que desde o início parecia inalcançável. O entusiasmo do jogador, embora genuíno, não foi suficiente para reverter a lógica dura do mercado. Fica a lição: em 2025, o futebol brasileiro ainda precisa equilibrar desejo e realidade, sob risco de repetir romances inconclusos que desgastam dirigentes e desiludem torcedores.
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