Quatro mortos e 14 desaparecidos: o que se sabe sobre tragédia em Valência

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Quatro mortos e 14 desaparecidos: o que se sabe sobre tragédia em Valência

Bombeiros esperam agora poder entrar no edifício e procurar possíveis vítimas 

Crédito: Reprodução

Um incêndio de grandes proporções deflagrou na tarde desta quinta-feira (23) em um edifício residencial de 14 andares em Valência, na Espanha. O saldo até o momento é de pelo menos 4 mortos, 14 feridos e 14 desaparecidos. Mais de 350 pessoas viviam no prédio.

As chamas iniciaram por volta das 17h (hora local) no sétimo andar e se propagaram rapidamente devido ao vento e, segundo informações, aos materiais utilizados na construção do prédio. A causa do incêndio ainda não foi identificada.

Durante horas, bombeiros trabalharam incansavelmente para resgatar pessoas presas em seus apartamentos. Imagens dramáticas mostraram duas pessoas tentando escapar por uma varanda. Um pai e uma filha foram salvos com sucesso, sob os olhares de terror dos presentes.

O incêndio já está, no entanto, controlado, anunciaram os bombeiros, encontrando-se em fase de rescaldo. O objetivo agora é esfriar o edifício para poder entrar ao seu interior. Veja, na galeria, as imagens desta manhã.

Edifício feito com material "muito inflamável"

A vice-presidente do Colégio de Engenheiros Técnicos Industriais, Esther Puchades, explicou que o edifício de 14 andares que foi tomado pelas chamas nesta quinta-feira foi construído com um material "muito inflamável".

"O edifício foi feito com poliuretano, um material muito inflamável", disse, citada pela Cadena SER. "Aparentemente", continuou, foi construído numa qualidade "média-alta", com uma fachada ventilada e chapas de alumínio.

É precisamente "por baixo" dessas chapas, "e presa ao tijolo", que está uma camada de poliuretano. "Em teoria é muito bom impermeabilizante para a chuva", afirmou.

Só que "em contato com uma chama converte-se em cera e, por isso, o fogo estendeu-se tão rápido para cima e para baixo", explicou a especialista.

Segundo vários relatos de moradores e proprietários, o edifício foi construído entre 2008 e 2010.

As reações (e o decreto de luto)

O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, disse, ainda noite de quinta-feira, estar "consternado" com o incêndio de grandes dimensões que consumiu o edifício no bairro de Campanar.

"Falei com o presidente Carlos Mazón e com a prefeita María José Catalá para conhecer em primeira mão a situação e oferecer toda a ajuda necessária", lê-se numa mensagem publicada no X (antigo Twitter).

Em resposta à situação devastadora, María José Catalá, autarca de Valência, expressou a sua solidariedade aos familiares afetados e anunciou que decretará 3 dias de luto nacional.

Também a Casa Real de Espanha reagiu, através do X, antigo Twitter. Através de um pequeno texto, é dito que a situação está sendo "acompanhada com preocupação" e que será prestado o "máximo apoio aos serviços de emergência que trabalham na extinção do incêndio", desejando "votos de boa recuperação aos feridos e que não haja mais vítimas".

Os serviços de emergência tinha adiantado anteriormente que 14 pessoas ficaram feridas, com vários graus de lesões, incluindo uma criança de sete anos - sendo que 12 destas foram transferidas para hospitais

Entre os feridos há seis bombeiros, dois deles, pelo menos, com queimaduras nas mãos e um com uma fratura, de acordo com o serviço Emergencias112CV, da Comunidade Valenciana (região autônoma no leste de Espanha).

Os bombeiros que trabalham no incêndio na estrutura habitacional procuram ainda outros 14 desaparecidos, cujos familiares não conseguiram localizar desde o início do fogo, adiantou a autarquia. 

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Sábado, 13 Abril 2024

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