Bolsonaro completa uma semana preso na Papudinha e volta a receber visitas

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Bolsonaro completa uma semana preso na Papudinha e volta a receber visitas

Transferência para unidade especial amplia horários de convívio e assistência 

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completa, nesta quinta-feira (22), sete dias de custódia no 19º Batalhão de Polícia Militar, unidade conhecida como "Papudinha", localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A transferência da Superintendência da Polícia Federal para o sistema prisional comum foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), visando adequar o cumprimento da pena de 27 anos e três meses de reclusão.

A transferência alterou significativamente a rotina do ex-presidente. Na Superintendência da PF, as visitas eram restritas às terças e quintas-feiras, exclusivamente entre 9h e 11h, e deviam ocorrer de forma separada. Na Papudinha, o regime foi ampliado para as quartas e quintas-feiras, com três faixas de horário disponíveis (8h às 10h, 11h às 13h ou 14h-16h), com permissão para visitas simultâneas de familiares.

Antes, Bolsonaro tinha horários limitados para banho de sol. Na nova unidade, ele tem autorização para realizar exercícios físicos e banho de sol em qualquer horário do dia. A decisão judicial também garantiu a instalação de aparelhos para fisioterapia e o direito a uma hora de assistência religiosa individual por semana, conduzida pelo bispo Robson Rodovalho.

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Nesta quarta-feira (21), está prevista a visita da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e dos filhos. Embora o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, tivesse autorização para o encontro, ele adiou a visita por conta de agendas. Foram autorizadas visitas do irmão de Michelle Bolsonaro, Diego Torres Dourado, na próxima quarta-feira (28), e do assessor do ex-presidente, Bruno Scheid, na quinta-feira (29).

Apesar da mudança de local da prisão, a defesa mantém a solicitação da domiciliar. A resposta da requisição depende da análise do laudo da junta médica oficial, que avaliou o quadro clínico de Bolsonaro no dia da transferência, na última quinta-feira (15). A Polícia Federal tem o prazo de dez dias para concluir a análise desse documento, que servirá de base para futuras decisões do STF sobre as condições de detenção. 

 

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