Ponto e Vírgula 07/02/2026
Sobe - O Hospital Clériston Andrade, por se consolidar como referência em residência médica, no interior da Bahia.
Desce - O presidente dos EUA Donald Trump, por postar em uma rede social vídeo racista com casal Obama como macacos
Selou
O senador Otto Alencar (PSD), afirmou, ontem (6), que irá apoiar as candidaturas do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do senador Jaques Wagner na disputa pelo Senado nas eleições deste ano. Durante discurso em um evento com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Salvador, Otto declarou que o grupo governista estará unido para enfrentar e derrotar qualquer tentativa de articulação contrária ao projeto político em curso. "Nós vamos trabalhar para garantir uma representação ainda mais forte no Senado Federal, como temos conseguido ao longo desse período.", afirmou o senador.
Golpe
A declaração ocorre em meio ao processo que vem culminando na saída do senador Ângelo Coronel do PSD. Otto tem afirmado que Coronel tentou assumir o comando do partido na Bahia por meio de um "golpe interno", acusação que o senador nega. O impasse teve início após Otto priorizar a manutenção da aliança com o PT, decisão que entrou em choque com a candidatura de Coronel à reeleição ao Senado.
Rebateu
O governador Jerônimo Rodrigues (PT), minimizou a suposta ligação do diretório do PT, na Bahia, com o sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima. Em entrevista à coluna de Milena Teixeira, no site Metrópoles, o petista garantiu que não tem vínculo com o empresário. "Isso acontece no ambiente da política. Se você percorrer qualquer município baiano, qualquer um, as pessoas não têm nem noção de quem é Vorcaro. Eu, por exemplo, não tenho contato, nunca tive", disse o governador.
Institucional
Jerônimo Rodrigues disse ainda que, como governador, mantém um diálogo institucional com representantes do setor econômico e político, sem comprometer sua integridade. "Tenho tranquilidade ao ver, às vezes, fake news e mentiras, nas quais colocam minha foto e dizem que tenho relação. Posso afirmar que não tenho amizade; quem quiser pode procurar, verificar, forneço qualquer tipo de informação do meu telefone. Não tenho relação. E, se tiver de sentar, sentarei. Enquanto governador, tenho que dialogar com as forças econômicas e políticas", disse.
Condição
O PP e União Brasil seguem resistindo a apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao Palácio do Planalto nas eleições de 2026. Para que esse cenário mude, os dois partidos impuseram uma condição para apoiar o nome do parlamentar na disputa presidencial. As informações são da coluna de Igor Gadelha, no site Metrópoles. De acordo com a publicação, caciques do PP e do União Brasil, que formam uma federação, defendem o apoio a Flávio do tom que o senador pretende adotar durante a campanha. Lideranças dos dois partidos dizem que não apoiarão Flávio caso ele não adote um discurso mais radical e defenda o legado do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para representantes das siglas, o senador deve adotar uma postura mais moderada para atrair o eleitorado de centro.
Neutralidade
Caso decidam não apoiar Flávio, PP e União Brasil devem adotar neutralidade na disputa presidencial, liberando seus filiados para apoiarem quem quiserem. Para algumas alas da federação, a neutralidade permitiria as diferentes alas dos dois partidos apoiarem diferentes candidatos. Atualmente, PP e União Brasil possuem ministros no governo Lula que defendem um apoio ao petista na eleição presidencial deste ano. No entanto, há outras alas que preferem uma aliança com Flávio.
Suspensão
Dois dias após retomar as atividades, a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), determinou a suspensão dos trabalhos legislativos. A determinação foi assinada pela presidente da Casa, deputada Ivana Bastos (PSD), e ocorre entre a próxima sexta-feira (13), e se estende até o dia 19 de fevereiro. Segundo decreto publicado no Diário Oficial, a suspensão das atividades ocorre devido às festividades do Carnaval. Segundo decreto, os prazos e atendimentos ficarão suspensos e só voltarão à normalidade após a Quarta-Feira de Cinzas.
Marcou
O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 25 de fevereiro o julgamento definitivo da decisão do ministro Flávio Dino que suspendeu o pagamento dos penduricalhos ilegais no Três Poderes. Mais cedo, Dino concedeu liminar para determinar que as verbas indenizatórias sem base legal devem ser suspensas no prazo de 60 dias. A votação dos demais ministros da Corte ocorrerá durante sessão presencial. Os chamados penduricalhos são benefícios concedidos a servidores públicos e que não cumprem o teto remuneratório constitucional, de R$ 46,3 mil, valor equivalente ao salário dos ministros do STF.
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