Animal aquático reaparece após 40 anos de extinção local
Espécie é considerada o maior predador aquático do continente, podendo atingir até 1,8 metro de comprimento
Um dos maiores símbolos da biodiversidade sul-americana, a ariranha-gigante (Pteronura brasiliensis) voltou a nadar livremente nos rios da Argentina após quatro décadas de ausência. O reaparecimento da espécie no país vizinho é fruto de um ambicioso projeto de conservação e reintrodução conduzido pela organização Rewilding Argentina, iniciado em 2017, com foco no Parque Nacional Iberá, na província de Corrientes.
A ariranha-gigante é considerada o maior predador aquático do continente, podendo atingir até 1,8 metro de comprimento. Por ocupar o topo da cadeia alimentar, sua função é vital para o equilíbrio dos ecossistemas de pântanos e rios, atuando no controle populacional de diversas espécies de peixes. A extinção local do animal na Argentina, ocorrida nos anos 80, foi provocada principalmente pela caça predatória em busca de pele e pela degradação de seu habitat natural.
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O retorno desses animais, conhecidos como "lobos-do-rio", representa um marco histórico para a restauração ambiental na América do Sul. A reintrodução permite que as áreas alagadas recuperem sua saúde ecológica original, uma vez que a ausência de predadores de topo costuma gerar desequilíbrios em cascata que afetam toda a fauna e flora aquáticas.
Na Argentina, o projeto de soltura é acompanhado de perto por especialistas, que monitoram a adaptação dos grupos ao ambiente selvagem. No Brasil, onde a espécie ainda é encontrada em regiões como o Pantanal e a Amazônia, o sucesso da iniciativa argentina é visto como uma oportunidade para fortalecer corredores ecológicos transfronteiriços e garantir a sobrevivência da espécie a longo prazo no continente.
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