Revelador de grandes talentos no Fluminense de Feira, Veraldo morre aos 80 anos

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Revelador de grandes talentos no Fluminense de Feira, Veraldo morre aos 80 anos

Veraldo Santos cravou seu nome no time

Foto: Miro Nascimento

Um dos nomes mais importantes da história do Fluminense de Feira faleceu na tarde de ontem: o carioca Veraldo Santos, ex-jogador e técnico do Touro do Sertão estava internado em um hospital de Salvador, com a saúde debilitada e ontem não resistiu à complicações de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), vindo a falecer.

Natural de Niterói/RJ, Veraldo veio para Feira de Santana nos anos 60, quando fez parte do time campeão baiano de 1963, que tinha a seguinte formação: Mundinho; Misael, Zé Oto, Onça e Nico; Veraldo e Neves; Mário, Chinesinho, Renato e Macalé. Foram 19 jogos com 10 vitórias, 05 empates e 04 derrotas, o ataque marcou 23 gols e a defesa sofreu 19, Renato com 8 gols foi o goleador da equipe.

Como jogador, Veraldo atuou no Fluminense até 1968, quando saiu do tricolor feirense após a conquista do vice-campeonato baiano e pouco tempo depois, já no começo dos anos 70 encerrou de forma prematura a carreira, aos 29 anos. Ainda nos anos 70, ele começou a trabalhar como treinador a convite de Aldo Quintela, primeiro na Seleção de Feira de Santana e depois no Fluminense. Veraldo Santos ao longo do tempo se notabilizou por ser um treinador que apostou nas categorias de base e foi desta maneira que já fora das quatro linhas revelou grandes craques, a exemplo do zagueiro Jorginho e dos meio-campistas Hugo e Zelito. O grande trabalho de repercussão feito por Veraldo Santos como técnico foi em 1992, quando conseguiu em meio a muitas dificuldades financeiras e principalmente estruturais levar o Fluminense a um patamar jamais imaginado: o vice-campeonato brasileiro da Série C. Depois de um começo claudicante sob o comando de Merrinho – dois empates contra a Catuense e o Asa/AL – Veraldo veio substituir Merrinho e o que seria um trabalho "tampão", em princípio, se transformou em um trabalho de relevância contando com elenco de poucas estrelas. Os mais conhecidos eram Edinho Jacaré, campeão brasileiro de 1988 pelo Bahia; Zelito, cria do próprio Veraldo; e Estavam, com passagens por vários times do Brasil, inclusive a dupla BaVi.

Nomes como Eugênio (goleiro); Itamar e Dimas (laterais); Augusto e Neto (zagueiros); Carlinhos Feirense, Acácio e Marquinhos Suíço (meio-campistas); Ronaldo, Ieiê, Baiano e Mococa (atacantes) até então pouco conhecidos ganharam uma grande projeção com aquela memorável campanha e por tudo o que se viveu, que foi feito, muitos chegam a considerar o Touro do Sertão como campeão moral daquela competição vencida pela Tuna Luso em um jogo atípico realizado no Estádio Evandro Almeida, o Baenão, em Belém/PA no dia 15 de junho de 1992.

Assim como foi no tempo de jogador, Veraldo Santos, de forma prematura – com pouco mais de 50 anos – deixou a carreira de treinador e passou a bater babas e acompanhar o futebol pela TV. Ele estava aposentado e veio a falecer aos 80 anos de vida. 

 

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Quinta, 29 Fevereiro 2024

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