Vitória desembarca em Salvador escondido após goleada humilhante sofrida

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Vitória desembarca em Salvador escondido após goleada humilhante sofrida

Time retorna abatido, evita protesto e agrava crise com rebaixamento à vista 

📷 Reprodução: X - ECVitoria

A tarde de terça-feira marcou um episódio constrangedor na história do Esporte Clube Vitória. Após a goleada por 8 a 0 diante do Flamengo, no Maracanã, a delegação rubro-negra desembarcou em Salvador pela área restrita do aeroporto, fugindo do contato com torcedores que aguardavam para protestar. A decisão, ainda que pragmática diante da tensão, reforçou a imagem de um clube acuado, que ocupa a 17ª colocação do Campeonato Brasileiro, com 19 pontos, e acaba de registrar sua pior derrota em edições da competição.

Do ponto de vista técnico, o desastre foi construído em sequência vertiginosa. Dois gols sofridos em três minutos comprometeram o início, e a instabilidade emocional tornou-se irreversível. A equipe, já fragilizada, levou quatro tentos em apenas 13 minutos na etapa final. O colapso coletivo evidenciou falhas estruturais: defesa vulnerável, meio incapaz de recompor e ataque inexistente. Não se trata apenas de uma noite infeliz, mas de um padrão que repete fragilidades vistas ao longo da campanha.

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As consequências imediatas foram drásticas. Fábio Carille, demitido ainda no Maracanã, deixa o Vitória com números que confirmam sua pior derrota como treinador. Rodrigo Chagas, técnico do sub-20, assume interinamente, mas carrega sobre os ombros uma missão ingrata: preparar o elenco para enfrentar o Atlético-MG no próximo domingo. O calendário, implacável, não concede tempo para cicatrizar feridas, e a proximidade da zona de rebaixamento ameaça não apenas a temporada, mas a estabilidade administrativa do clube.

Em perspectiva crítica, o episódio revela mais que fragilidade esportiva. Expõe a distância entre diretoria e torcedores, que se amplia a cada gesto de blindagem. Ao optar pelo desembarque restrito, o Vitória evitou a fúria imediata, mas também abdicou da transparência simbólica que a instituição deve a seus fiéis. O 8 a 0 entra para os livros como marca histórica, mas o que se projeta agora é a resposta: se o clube continuará recuando, como fez no aeroporto, ou se enfrentará de frente o desafio de reconstruir credibilidade em campo e fora dele. 

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Sábado, 30 Agosto 2025

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